Wednesday, June 02, 2004

ver fluir os fluxos dos fluídos na sua própria fluidez...

Acabei de acender um cigarro.
Sim, sou viciado nos vícios viciantes, que tanto teimam em viciar quem menos se deixa sentir vencido. Quem são esses? Os vencidos, são pessoas, que na sua penumbra, se lamentam continuamente das metas que podiam ter alcançado, mas não, deixaram-se vencer, devido à preguiça dinâmica que tanto afecta todos os intervenientes nesta sociedade mal socializada.
Os que não se deixam vencer...esses, lutam num combate consigo mesmos, que acabam sempre por empatar, o ego não deixa ganhar batalhas, porque após a primeira, dá-se inicio a um caminho sem fim à vista, todos os dias há uma nova luta, uma luta que envolve, sangue, lágrimas e sentimentos macabros, que são aprisionados, em cinismos, em disfarces, para que não se apareça em qualquer local parecendo que são parecidos com todos os demais iguais.
Há condicionantes, contínuas, que as pessoas por si próprias adquirem, é um masoquismo desenfriado, enfiado nos mais profundos recantos da consciência inconsistente e básica do Homem. Nós, seres de um planeta que até à bem pouco tempo, pensavamos ser o centro do universo obscuro da nossa existência, que até à bem pouco tempo pensavamos ser invisivéis a toda a perversidade natural que inunda e imunda as mentes.
Continuamente comemo-nos a nós próprios, e aos "nós próprios" chamados "outros".
Quem tentamos enganar? O espaço? Ou o nosso espaço?
Existem também, aqueles livres de preconceitos, de bases, de esquemas e estruturas, existem...mas não é aqui, não é! É dentro de cada um de nós, quando deixar-mos de chamar "Este nosso mundo" mas sim "Este vosso Mundo".
A propósito...só acendi este cigarro, porque me apeteceu fumar um dos vossos!

Hoje, é a primeira noite...o inicio de uma longa exploração de reflexos, para reflectir, pensar ou simplesmente divagar, não vamos depressa...vamos...

Noite,
Tanto me trazes e nunca te agradeço;
Como será que ficam os teus olhos,
Quando te peço...
Dá-me mais vida e um dia trás-me a morte na Lua,
Essa, que tem a sua fidelidade Núa,
Nunca será minha, é só tua,
Cobre-me com esse vasto manto negro,
Que te mostra vestida,
Essa escuridão, é luz na minha vida,
O teu frio,
Aquece-me as mãos quando te tento alcançar no fim...
Sabes o que significas?
Sabes o que signficas para mim?
Nunca saberás, esta dedicatória só faz,
Sentido...
Para aqueles a quem deste a harmonia e paz,
De te admirar.